Será que era viagem?
Ou será que fazia sentido?
É, sentido.
Será que rosto e voz já faziam mesmo sentido?
Qual será a parte que desencontra daquele menino?
Qual menino?
Aquele do jardim?
Jardim?
Do jardim improvável...
Será que já existiu aquela flor?
Ou o jardim ainda era improvável?
Ou ainda, aquela flor existiu e se fechou?
E qual será a parte que desencontra dela?
Dela?
É, da menina...
Será que se ele pudesse faria a menina linda, mais alta? mais bela?
Ou foi o jeito sem graça, sem jeito?
Mas o jeito não foi?
Junto, com as palavras que se cruzavam?
Junto, com as palavras que se cruzavam?
Não era esse o seu jeito encantador?
Talvez esse jeito fique sem jeito no meio de tanta cor!
Mas como pode ser possível, o imaginar sem cor?
Ou pior, como pode ser possível retornar ao real sem aquela cor?
Aquele colorido que no meio dos pensamentos confusos, via clareza...
Aquele colorido lindo, que vinha logo cedo, dando bom dia...
Será que foi o “imaginar” que os deixou?
Ou será que a graça estava era nele, e na verdade, o real frustrou?
Mas se o jeito foi com as palavras que se cruzavam, o imaginário encontrou.
Será?
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