terça-feira, 30 de novembro de 2010

Insanidades

posso e quero ser insana sempre que meu coração mandar!
ou não seria sanidade?
esse papo me lembra Manoel de Barros...
quando ele diz da importância das coisas.
sanidade é só casar depois dos 30!
é chegar aos 30 se conhecendo cada vez melhor
é se descobrir nas viagens e amizades que fiz por aí
conhecer os meus próprios desejos antes de me abrir ao outro
insano e comum é cobrar dos que estão por perto
é controlar tudo e a todos
é achar que a vida é matemática e perceber clichês
porque no fundo o que você só quer é entender os porquês
ou será que na verdade deseja é essa minha doce liberdade?
sanidade é saber quando o prazo está vencido
e assumir o cansaço
dos laços
de Um que sabe da dor que se tem
enquanto você nãp vem

é me redescobrir para que o novo venha
o novo todo dia e nunca, jamais, entrar na rotina
e permanecer querendo algumas rotinas

cheirar pão fresquinho pela manhã,
descobrir coisas novas em seu olhar
receber café da manhã na cama sem propósito
compartilhar alegrias
e encorajar as agonias
ter um tantão pra descobrir um do outro
e ser livre para se redescobrir nesse mesmo movimento
ser diferente disso sim, seria insano pra mim!

Do lado de lá

ainda tem colo de amigo encontrado
encontra mesma vivência
inocência?
obrigada amigo querido!
:-)

Do lado de cá

quando estou com ela nada mais importa
não tem sala, não tem tempo, nem questionamento
não tem titulo nem julgamento
não tem
indecisão
tem escolha
crença
tem amor
carinho
desabafo
calmaria e colo bom
sim, talvez você seja a garota mais valente que já vi na vida
e, nesse mundo chinfrim, talvez só você goste mesmo de mim
silenciando
vagarosamente
lentamente
e como mágica
tudo retorna
colorido

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

um encontro no Rio

Um dia desses mais um amigo chegando aos 30, provocou...
Escolhas?
Fiz certo?
Será que precisa ser isso OU aquillo, 
mesmo sabendo que é isso E aquilo que me interessam, 
por mais incoerente, intransigente ou/e inconveniente que isso pareça?
E a "geração Y" vem dizer o que com isso?
De nada adianta? será?
E cadê a "marca brasileira de ser" para Giusepe?
Cadê a riqueza e desafio do ser ambivalente?
Senão morto, lá, no canto...
Senão abandonada no meio do caminho.
Senão perdida nas escolhas doidas da vida.
Senão adiada, para uma outra hora, quem sabe?
Percebem em nós aquilo que talvez seja um dos nossos sofrimentos maiores.
Percebe?